Para crescer de verdade – O Estado de S. Paulo

11/10/2017 18:50
Para crescer de verdade – Editorial | O Estado de S. Paulo
O Brasil saiu da recessão, voltou a crescer e deverá continuar em crescimento nos próximos anos, mas terá condições para avançar como outros emergentes ou, no mínimo, para escapar da mediocridade? Há muita gente discutindo essa questão, mas fora de Brasília, onde assuntos como esse atraem pouca gente. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é o representante mais visível desse pequeno grupo. Por enquanto, a maior parte das projeções para 2019 e os anos seguintes, quando outro governo será responsável pela orientação da economia, converge para 2%. Esse número aparece, por exemplo, nas estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2022, último ano de mandato do presidente a ser eleito em 2018.
 
Uma expansão anual de 2% pode parecer bem satisfatória, depois da severa contração econômica de 2015 e 2016 e da recuperação muito gradual iniciada em 2017. Mas com um ritmo de 2% ao ano o Brasil continuará perdendo posições na corrida internacional.
 
Dentro de cinco anos as economias emergentes e em desenvolvimento da Ásia estarão avançando 6,3%, pelo mesmo conjunto de projeções. As emergentes da Europa estarão sustentando, em média, um ritmo de 3,2%. As da América Latina deverão exibir um desempenho mais modesto, de 2,7% em média. As mais dinâmicas estarão em ritmo mais intenso, na faixa de 3,5% a 4%. Quase todas, em suma, continuarão ganhando distância em relação ao Brasil, como já vinha ocorrendo antes da recessão criada pela administração petista.
 
A recessão, no entanto, foi a parte mais visível de um desastre muito mais amplo e de maior alcance. Com o fim da estagnação, a maior parte das pessoas talvez nem pense nos outros danos causados durante muitos anos de incompetência governamental e de irresponsabilidade. De fato, o Brasil encerrou o período recessivo. Seu Produto Interno Bruto (PIB) já cresceu por dois trimestres consecutivos e deve continuar em expansão. As estimativas do FMI apontam expansão de 0,7% neste ano e de 1,5% em 2018. Mas falta consertar outras consequências, de maior alcance, dos erros acumulados no longo período petista.
 
Projeções para o longo prazo são obviamente sujeitas a erros e a muitos imprevistos. Nem por isso as estimativas de expansão em torno de 2% são desprezíveis. Cálculos desse tipo envolvem uma avaliação do potencial de crescimento econômico. É esse o ponto fundamental.
 
Durante a primeira fase da gestão petista a economia brasileira foi beneficiada pela prosperidade internacional interrompida em 2008. Internamente, as contas públicas foram administradas com algum cuidado – no primeiro governo Lula – e por uma política monetária eficaz, bem desenhada para conter a inflação. Tudo isso acabou a partir do segundo mandato.
 
A maior parte dessa história foi marcada pela gastança do governo, pelo empreguismo, pelo desleixo crescente em relação às metas fiscais e de inflação, pela gestão irresponsável do câmbio, pelo protecionismo, pela distribuição de favores a grupos selecionados, pelas distorções de preços e pelo desleixo quanto a investimentos produtivos. Esse desleixo inclui falhas de planejamento e de gestão de projetos, muita corrupção, muito superfaturamento e a quase destruição de grandes estatais. Mais que a alguns anos de recessão, o Brasil foi condenado à quase incapacidade de crescer.
 
Não há surpresa nas condições apontadas por técnicos do FMI para a elevação do potencial de crescimento. Para começar, o conserto duradouro das finanças públicas só é possível com uma séria reforma da Previdência. Mas a lista inclui outras mudanças fundamentais para o ganho de eficiência, como a reforma tributária. A lista de providências inclui, naturalmente, investimentos (sérios) em infraestrutura, criação de ambiente mais propício aos negócios e reforma das políticas dos bancos públicos, para melhor alocação de recursos.
 
Essa lista remete claramente para a enorme coleção de velhas ineficiências e, principalmente, de erros e desmandos da fase petista. Não seria diplomático, nem necessário, entrar nos detalhes. É o que precisa ser consertado.
 
 
 

Notícias

21/10/2017 16:33
'Não admitimos um brasileiro contra o outro', diz Temer Presidente exaltou estabilidade...
21/10/2017 16:27
FALÊNCIA - Empresários temem calote do Governo com anulação de empenhos em...
21/10/2017 13:53
Mundo - A mudança política na Argentina: a receita de Macri Antipopulista - Macri, em...
21/10/2017 13:45
Veja quem quer ser presidente em 2018 Nomes se despontam dentro dos partidos para a próxima...
21/10/2017 11:51
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado...
21/10/2017 11:48
Direita sobe na Áustria | Gilles Lapouge - O Estado de S.Paulo   Viena é hoje a...
21/10/2017 10:12
A união indispensável | Marco Aurélio Nogueira  O Estado de S....
21/10/2017 09:58
Em defesa da democracia – Editorial | O Estado de S. Paulo O título deste editorial não é...
21/10/2017 00:28
Governo confia na força do crescimento  Por Claudia Safatle   PIB cresce...
21/10/2017 00:17
21 DE OUTUBRO DE 2017 - Coluna do Jornalista Cláudio Humberto   COM REDUÇÃO DE PENA,...
20/10/2017 23:39
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado...
20/10/2017 23:26
RELIGIÃO - Depressão e suicídio na Igreja: quando os padres precisam de ajuda Aleteia...
20/10/2017 21:51
Cartaz da CF: “Superação da violência só será possível com a união de todos” Um grupo de...
20/10/2017 21:45
Ah, se Temer fosse petista… Por Rodrigo Constantino - Site da Revista IstoÉ   Eis a...
20/10/2017 18:59
A arte de blindar no Planalto Central | *Fernando Gabeira - O Estado de...
20/10/2017 18:48
BolsoLula - Por Sérgio Pardellas - IstoÉ Tetraneto do patriarca da Independência, o político...
20/10/2017 16:09
Última Edição com Da Redação   Avança o acordão da vergonha Acompanhe as principais...
20/10/2017 15:59
BRASIL - Alckmin diz que se prepara para concorrer à Presidência da República Estadão...
20/10/2017 14:24
Postado Por Josenildo Melo Jornalista MTB DRT PI 01958 - Credenciado Vaticanista   De...
20/10/2017 14:12
Pré-candidata a deputada estadual, Teresa Britto não descarta governo do Piauí em...

Contato

Jornalista Josenildo Melo Teresina - Piauí - Brazil WhatsApp : 86 99513 2539 josenildomelo@bol.com.br