Rio de Janeiro terá 464 blocos de rua no carnaval

11/01/2018 14:44
Rio de Janeiro terá 464 blocos de rua no carnaval 2018
"Quem não gosta de samba, bom prefeito não é", cantou Crivella ao iniciar a coletiva 
Prefeitura divulgou números da folia. "Quem não gosta de samba, bom prefeito não é", cantou Crivella
 
Jornal do Brasil
 
O carnaval carioca de 2018 terá 464 blocos nas ruas. Deste total, 28 são novos. O número supera o carnaval de 2017, quando o Rio teve 451 blocos. Este ano a prefeitura autorizou 600 desfiles. "Quem não gosta de samba, bom prefeito não é", cantou o prefeito Marcelo Crivella, ao iniciar a coletiva sobre a estrutura montada para este ano. A lista oficial dos blocos ainda não foi divulgada. 
 
"Nós fizemos um esforço enorme, um esforço grande, eu e o vice, para podermos apresentar um carnaval muito bonito, que a gente espera que seja calmo, sem violência. Um carnaval que possa celebrar essa tenacidade, essa bravura, essa índole, essa vocação, essa natureza do povo carioca, que é a de se erguer nos momentos trágicos para celebrar a vida”, destacou Crivella.
 
O presidente da Riotur, Marcelo Alves, comentou sobre a Arena Carnaval, no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, onde blocos vão se apresentar: "A Arena Carnaval não vai podar o carnaval de rua. Lá serão cinco dias de evento, com público estimado de mais de 40 mil pessoas com entrada gratuita. Serão dez apresentações, sendo 600 desfiles no carnaval. São  mil empregos diretos e dois mil diretos carnaval, que vai movimentar quase R$ 50 milhões", disse, acrescentando: “É mais um espaço para que artistas se apresentem e a cidade cresça. Não há área VIP, não há corda”. O local será custeado com os investimentos dos patrocinadores do evento. Na Barra da Tijuca, não haverá desfiles no trecho do Pepê.
 
Os blocos de proporções maiores vão desfilar na Rua Primeiro de Março, no Centro. Serão instalados 32.560 banheiros químicos, contra 31 mil no ano anterior.
 
Investimento
 
O presidente da Riotur, avalia que o carnaval contará com o recorde de 1,5 milhão de turistas estrangeiros este ano. No total, são esperados mais de 6 milhões de foliões. A expectativa é de que haja um retorno de R$ 3,5 bilhões em recursos.
 
“O Rio de Janeiro precisa que esses grandes eventos sejam um sucesso para que os empregos e a renda aconteçam”, destacou Marcelo Alves, que acrescentou ainda que foram arrecadados R$ 38,5 milhões em patrocínio, vindos de marcas privadas. Segundo ele, é o maior patrocínio da história do evento. O financiamento privado vai custear, pela primeira vez, 3.375 agentes privados para aumentar a segurança no evento.
 
Escolas de samba
 
Nos cinco dias de desfile na Marquês de Sapucaí são esperadas cerca de 500 mil pessoas. Na Estrada Intendente Magalhães, 200 mil pessoas são esperadas nos cinco dias de desfiles das escolas de samba de acesso ao Sambódromo. A prefeitura anunciou que o local receberá melhorias, como o aumento da iluminação e da sonorização, que devem custar R$ 3,5 milhões.
 
Tropas federais
 
Crivella e Marcelo Alves defenderam a presença de forças de segurança federais na cidade durante o carnaval. O prefeito disse que "queria fazer um apelo ao governo federal". "É preciso que nós todos possamos contar com as tropas federais antes, durante e depois, para que o nosso carnaval, e todas as pessoas que estejam na rua estejam garantidas, alegres, felizes de que o Rio de Janeiro estará completamente seguro, sem qualquer espaço para imprevistos", afirmou o prefeito.
 
O presidente da Riotur disse que o pedido já foi oficializado e será reiterado pela prefeitura. "É fundamental. A tropa federal esteve na olimpíada para um evento de 800 mil pessoas. Quando você reúne 6 milhões de pessoas, é mais do que necessário esse apoio federal."
 
 

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